
O ano de 2010 foi marcado por grandes mudanças na internet. A escalada dos sites de clubes de compras coletivas confirmou a tendência, cada vez mais evidente, de que o atendimento seguro e de qualidade para os consumidores, ávidos por novidades e facilidades, é o principal desafio do comércio virtual. Com isso, os clubes virtuais podem ser considerados um marco na web ao revolucionar a forma de fazer negócios pela rede e ao ditar um novo hábito de consumo aos internautas: as compras por impulso.
Tais sites vieram confirmar também o potencial da internet como meio de oportunidades. Nunca um empreendedor se imaginou vendendo, em tão pouco tempo, mais de dois mil vouchers de um serviço da sua empresa. A questão é que a nova era da internet trouxe mais do que divulgação. Trouxe, principalmente, grandes desafios aos empresários despreparados para este novo modelo de vendas. Aos trancos e barrancos, apanhados de surpresa e ainda sem a nítida noção de como as promoções funcionam melhor na internet, os empreendedores tiveram que improvisar.
A experiência, para alguns, não foi tão positiva e o que era para significar um retorno de vendas e fidelização de novos clientes teve o efeito contrário. Os órgãos de defesa do consumidor foram inundados por reclamações de atendimentos deficientes a esses consumidores. A fidelização deu lugar a repulsa, em alguns casos. A grande demanda vinda dos sites de compras coletivas acabou causando efeito inverso ao esperado – tudo por falta de preparo dos estabelecimentos.
E para 2011? Estamos em um momento de transição entre a era industrial e a era de prestação de serviços. Isso vem exigindo uma reformulação das empresas para atender a um novo perfil de consumidor. E este consumidor percebe que tem em suas mãos cada vez mais poder sobre o mercado varejista. O que embasa essa realidade é que, hoje, a internet provê um espaço de relacionamento tão rico de informações que coloca em ação um consumidor mais exigente e consciente. E o que ele busca? Empresas autênticas, produtos de qualidade, serviços rápidos e atendimento impecável. Tais exigências justificam a preocupação das empresas de internet em aprimorar seus serviços para que possam sobreviver nesse ambiente de concorrência virtual. E vamos além: acreditamos que a internet fortalecerá cada vez mais o papel do consumidor em ditar as regras do mercado.
Acreditar que o usuário continuará comprando por impulso para descobrir um mau atendimento e uma política predatória entre os sites de compras coletivas é um engano. E pagará caro quem tratar tal assunto com descaso.
A tendência então é de os sites encolherem diante dos problemas enfrentados nessa febre de compras coletivas? Obviamente que não. Tivemos e ainda poderemos ter problemas, mas é preciso reconhecer que o modelo deu certo e caiu no gosto do internauta brasileiro. Por exigência do próprio consumidor, os clubes de compras virtuais deverão aparar arestas e oferecer, cada vez mais, excelência no atendimento.
Por exemplo, os sites mais acessados têm uma regra para aceitar ou não ofertas dos anunciantes. Em um primeiro momento, isso seria oportuno visando manter um nível de qualidade para o cliente do site. No entanto, o que vemos são lojistas altamente capacitados serem rejeitados porque seus produtos e serviços, apesar de interessantes e de qualidade, não geram um nível de resultados extraordinário. O lucro é necessário e importante, mas, mais do que isso, essas empresas que querem anunciar nos sites de compras coletivas deverão provar a autenticidade de seus valores, oferecendo aos usuários diversidade. E, aos lojistas, oportunidades. Portanto, o desafio das empresas neste ano será identificar a potencialidade de seus produtos e serviços e não simplesmente jogar a promoção na rede. Cada vez mais a estratégia da venda online terá que ser inteligente, exigindo muita criatividade e planejamento dos empreendedores.
Os números do e-commerce foram animadores nos últimos anos. Ainda há muito espaço para crescer e os números podem ser ainda melhores. Grande parte dos microempresários ainda não despertou para a importância do estudo estratégico e de um modelo de gestão eficiente para sua loja virtual. Muitos acreditam que basta um software, seja caro ou barato, e investir no Google, para o negócio ser bem-sucedido. Mas não é isso o que acontece na realidade. Muitos empresários estão desistindo do mercado on-line porque compram um sistema e param por aí. A falta de preparo e de conhecimento sobre o mercado on-line reflete-se nos resultados. Ao abrir um "e-commerce" é necessário pensar no cenário macro e num fornecedor eficiente, que, além do sistema, possa ajudar no processo de gestão do negócio.
Outro ponto que merece atenção é a tributação sobre as vendas on-line. O empresário deve se conscientizar de que qualquer venda efetivada por meio da internet também está submetida, como nos negócios físicos, às exigências do Fisco. Nota fiscal, por exemplo, deve ser emitida mesmo nas vendas de baixo valor. O assunto ainda é pouco discutido, mas é quase certo que a Receita Federal terá novidades em relação ao e-commerce.
Exemplo disso é a determinação da Secretaria da Fazenda de São Paulo, que obrigou as empresas paulistas de hospedagem de sites de e-commerce a informar, até o dia 20 de janeiro, os dados de usuários que fizeram vendas maiores do que nove itens de mercadorias, ou R$ 60 mil, em um dos trimestres do ano passado. As empresas que não enviaram as informações poderão ser intimadas a pagar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não recolhido.
Ou seja, as garras do Leão estão começando a alcançar o comércio eletrônico. Quem não estiver atento às exigências da Receita, que não serão poucas, não sobreviverá nesse mercado. É necessário que as pessoas entendam que o e-commerce está longe de ser um mercado amador. Pelo contrário, ele é um ambiente de muitas oportunidades de negócios e deve ser encarado com tanta importância quanto os negócios físicos tradicionais.
Fonte: PEGN

A Netshoes agregou a ferramenta interativa 'Anotações Especiais' ao seu canal no YouTube com objetivo de otimizar a compra do internauta (veja aqui o canal da Netshoes. Detalhe: a interação fica disponível após atingir 01:40 no vídeo). A interação com os vídeos facilitará a compra de produtos. Ao clicar sobre o link da peça visualizada no vídeo, o consumidor será direcionado a página de venda do produto.
"Montamos o programa Estilo Netshoes, que mistura tecnologia de ponta e consultoria em moda esportiva, pois o público brasileiro nasceu para ser digital e adora esse segmento, essa mistura tem tudo para ser um sucesso", afirmou Roni Cunha Bueno, diretor de marketing da Netshoes.
Fonte: proxxima

Mais uma vez, o comércio eletrônico encerrou o ano com resultados otimistas e cumpriu as perspectivas apontadas pelo e-bit.
De olho nesses dados, empresas se movimentam e investem cada vez mais em um mar de oportunidades proporcionado pelos recursos infindáveis da venda online. A internet é um mundo sem limites, isso virou jargão, mas é fato consumado. E, como em todo negócio, seja ele físico ou disposto no ambiente virtual, se não for bem planejado e acompanhar as tendências para ganho de competitividade, ele morre ou, naturalmente, fica pra trás. Ter uma loja virtual não é a mesma coisa que manter uma loja física, ainda mais em tempos onde a mudança, no universo online, é mais rápida que no “mundo real”.
Este artigo tem o propósito de ilustrar por que alguns dos pequenos varejistas virtuais quebram no início e o que fazer para mudar esse cenário, com ideias para fazer valer o investimento. O primeiro passo é o planejamento, enriquecido de pesquisas de mercado, análise de concorrência e planos de expansão alinhados com metas bem definidas, além de muito, muito trabalho e dedicação.
Fatores do fracasso no e-commerce
Alguns dos fatores que contribuem para os problemas vivenciados no e-commerce são:
*Ideia de que o negócio virtual é mais barato por conta da falta de um plano de marketing sem pesquisas fundamentadas com profissionais do mercado;
*Investimento em plataformas de tecnologia de baixa qualidade pelo preço;
*Pouca análise de concorrência e falta de pesquisa sobre a viabilidade de venda pela web de determinada linha de produtos. As perguntas aqui são: Esse produto vai vender na web? Esse produto já está saturado na web? Mesmo que a resposta seja não, o produto é próprio para venda na internet?
*Atendimento falho, o que contribui para insatisfação de clientes que acabam não sendo fidelizados;
*Falta de conhecimento e profissionalismo para atuar com a internet.
*Ideias para se manter e crescer no e-commerce
Abaixo listo os principais pontos que suprem os desafios a serem superados, mencionados nos itens anteriores.
Marketing Digital e Redes Sociais no e-commerce
O plano de marketing deve ser muito bem definido e com grande parte de seu investimento voltado às mídias digitais e sociais, principalmente quando a marca ainda não é fortemente conhecida entre os consumidores. Aproveite o cliente quando ele está perto do momento de decisão de compra.
Os mecanismos de busca e sites comparadores de preços estão no topo do ranking. Em seguida, boas ações de email marketing, personalizadas e segmentadas, contribuem para maior taxa de conversão em vendas no e-commerce. Porém, isso não é regra, há uma necessidade eminente de testar qual ou quais ferramentas de marketing digital são mais adequadas à realidade de cada e-commerce e, a partir daí, então aplicar o que traz mais ROI (Return On Investiment).
Nesse caso, também é preciso contar com a ajuda de profissionais da área para que todo investimento não seja em vão. Ele pode criar ações ainda mais inteligentes para conseguir o melhor retorno sobre o investimento e, não se esqueça, na internet tudo pode ser mensurado.
Tecnologia adequada ao e-commerce
Em relação ao investimento em tecnologias de e-commerce, mesmo no início, pense em ferramentas que, acima de tudo, sejam completas, mesmo que o valor seja inferior. Verifique se ela possui hoje todas as funcionalidades que seu negócio demanda. Se baseie em modelos de e-commerce que atuam no mesmo mercado que o seu e já possuem sistemas adequados para o giro do negócio. A plataforma deve estar preparada para integrar-se com ferramentas de análise de resultados na web, como o Google Analytics, por exemplo.
Concorrência, atendimento e fidelização no e-commerce
Na análise de concorrência, veja como as lojas virtuais do mesmo segmento se comportam fora do país, faça pesquisas em sites internacionais.
Para fidelizar o cliente, o atendimento é um dos fatores fundamentais. A partir dessa conquista, a probabilidade de viralização (boca a boca) aumenta consideravelmente. O ideal é igualar o atendimento de excelência baseado nos grandes lojistas virtuais. Se a estrutura de atendimento for pequena no início, gerencie a expectativa de seu cliente.
Se você já possui um negócio no ambiente físico e quer abrir um portal de e-commerce com o mesmo business da loja física, tem tudo na mão: a garantia de que seus fieis clientes e a sabedoria de como ter e manter um empreendimento. Estamos vivendo um momento de migração de compras do mundo físico ao digital. Como cliente, você certamente, ao decidir comprar pelo e-commerce, vai querer adquirir um produto cuja marca já conhece no ambiente off line.
Antes de tomar qualquer decisão relacionada à abertura de uma empresa no e-commerce ou mesmo tomar novas atitudes para alavancar as vendas de quem está presente na internet, é essencial conversar com pessoas experientes do mercado, seja com uma consultoria ou contratação.
O e-commerce exige tecnologia, agilidade, inovação, parcerias diferenciadas e acompanhamento do perfil do target. A internet é rápida demais para atuar sozinho. O empreendedor precisa de ajuda profissional para não errar no começo do e-commerce.
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Fonte: e-commerce brasil

Mais de 90% dos internautas pesquisam na web antes de comprar um produto ou contratar um serviço. Este é um dos números de estudo divulgado pela empresa de pesquisas TNS Research International. E a influência do consumidor no processo de compra não para por aí.
O boca-a-boca digital marca a sua presença: 76% dos entrevistados procuram dados em fóruns ou blogs, 50% deles já chegaram a mudar sua opinião sobre uma compra ao encontrarem uma opinião negativa e 28% fecharam a negociação baseados no relato de outros consumidores.
No relatório, intitulado “Decodificando as Necessidades Digitais”, a TNS alerta que a internet é um espaço cada vez mais estratégico na ampliação de visibilidade de empresas e marcas. Ao mesmo tempo, constata que muitas companhias não sabem como atuar junto aos consumidores da web.
Realizada em janeiro, a pesquisa entrevistou mil usuários da web de ambos os sexos, com idade de 16 a 35 anos, residentes nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Salvador (BA).
E-commerce no radar
Segundo o levantamento, o porcentual dos que usam a internet para pesquisar sobre produtos e serviços antes de comprar ou contratar é de 92%. Para estes, as principais fontes são os sites de e-commerce e os serviços de comparação de preços na web.
O uso prioritário da rede para visualização de e-mails faz parte do perfil de 99% dos entrevistados, seguido pelo uso de redes sociais (93%) e serviços de mensagens instantâneas (92%).
Os dados da TNS Research ajudam a entender as principais atividades dos internautas em cada um dos principais segmentos de interação online (blogs, sites, fóruns, redes sociais e entretenimento) e quais são as implicações disso para o setor de marketing.
O uso das redes sociais como veículo para compartilhar de informações (43%), por exemplo, pode ser explorada por campanhas de marketing viral. É o caso da campanha de lançamento da operadora Aeiou: em 2008, a empresa gravou um vídeo promocional com algumas figuras populares do YouTube.
Interessados em divulgar a nova aparição de cada um dos personagens, anteriormente conhecidos por alguma situação interessante ou engraçada, os próprios internautas divulgaram entre si a marca da empresa.
Para as companhias que querem explorar esse potencial, a gerente da área de consumo da TNS, Ana Sequeira, avisa: a interação da empresa com a comunidade online deve ser sutil e não invasiva.
Fonte: Idéia 2.0

Em primeiro lugar, o que é ticket médio. É um indicador básico do desempenho de vendas de uma loja que se calcula dividindo o valor total de vendas pelo número de pedidos. Quanto maior melhor é o desempenho da loja. Obviamente existem alguns ajustes a serem feitos na metodologia para que se possa comparar setores diferentes, mas a evolução percentual do ticket médio já representa um bom indicador.
O gasto médio do consumidor que fez compras pela internet durante o ano de 2009 ficou em R$ 335, segundo balanço da E-bit. Esse foi o maior gasto médio das pessoas desde 2001, quando o valor foi de R$ 205. O tíquete médio também foi maior que o registrado em 2007, quando ficou em R$ 302.
De acordo com a E-bit, o tíquete médio anual registrado no ano passado foi consequência da preferência dos e-consumidores por produtos de maior valor agregado, como Eletrodomésticos e Informática, que foram, respectivamente, terceira e quarta categorias mais vendidas na web no ano passado.
O tíquete médio registrado no Natal foi o maior do ano passado, quando ficou em R$ 362. Para esta data, os produtos de informática foram os mais comprados (9% do total).
No Dia dos Pais, o gasto médio por pessoa ficou em R$ 346, sendo que, nesta data, 6% dos produtos comprados pela internet foram do segmento de telefonia/celulares.
Já o Dia das Crianças – ticket médio de R$ 339 – quando brinquedos e games foram maioria nas compras, teve o valor do tíquete médio superior ao do Dia das Mães (R$ 337), quando os eletrodomésticos foram mais comprados, com 14% do total.
O Dia dos Namorados foi a data comemorativa que registrou o menor tíquete médio, de R$ 330. Os produtos mais comprados pela internet nesta data foram os de Saúde, Beleza e Medicamentos, com 14% de representatividade.
Projeções Para o Dia das Mães
Segundo a E-bit, as lojas virtuais devem faturar 620 milhões de reais somente em vendas relacionadas ao Dia das Mães.
As vendas online no Brasil devem registrar crescimento de 40% no dia das mães deste ano, em relação ao mesmo evento de 2009, segundo a empresa de pesquisa e marketing online E-bit. A previsão é de que as lojas virtuais faturem 620 milhões de reais com a data comemorativa.
A tecnologia continua liderando a lista de presentes. Segundo a consultoria, os presentes mais procurados incluem eletrônicos, eletrodomésticos, celulares e computadores portáteis, como nos anos anteriores.
Ainda segundo a E-bit, o comércio eletrônico geral deve obter uma receita de 13,6 bilhões de reais em 2010, aumento de 30% em relação a 2009, que registrou um faturamento de 10,6 bilhões.
Fonte: Idgnow

Por ser uma loja virtual há praticidade e custos mínimos.A lógica é simples, uma loja virtual não paga aluguel, não contrata funcionários, e existem ferramentas gratuitas como blogs, caso não tenha intimidade com a web, contrate um webmaster.
A maioria das pessoas possuem computador em casa ou no próprio comércio, o que já é meio caminho andado para dar início ao projeto e gerar lucros.
Comprar pela internet já é uma realidade brasileira.
As vendas pela internet em 2008, movimentaram R$8,2 bilhões de reais, resultado 30% superior a 2007.
Mas a realidade pode ser ainda maior, já que para se vender pela internet não é necessário legalização comercial.
Legalize e venda mais.
Apesar do crescimento nas vendas pela internet, ainda se tem muito receio em relação à segurança na hora da compra, por isso é importante apresentar uma certa seriedade para o cliente.
Um e-commerce que possui CNPJ pode vender através do cartão de crédito ou boleto bancário, um conforto que o cliente não dispensa.
Divulgação.
Vender pela internet é como oferecer o seu produto de porta em porta.
Divulgue em comunidades sociais, como Orkut, twitter e Facebook.
Com menos de R$100 você poderá disponibilizar um banner em sites que oferecem esse tipo de promoção, como o UOL, Globo.com ou Terra.
O Google também oferece este tipo de serviço, você paga uma entrada de R$20 para ativar o plano e depois que escolher a forma de propaganda e pagamento.
Esse serviço só cobra quando algum internauta clica no link da loja.
Como legalizar a loja virtual através da internet
Para negócios que não faturem mais de R$36 mil por ano, existe uma forma de legalização rápida e prática pela internet mesmo.
Basta você visitar o portaldoempreendedor.gov.br e cadastrar o seu negócio.Lá você receberá imediatamente o alvará de funcionamento, CNPJ, e e o número de inscrição no INSS gratuitamente.
Em seguida encaminhe à Junta Comercial o documento expedido, com uma cópia do seu RG.
Em quarenta dias serão expedidos os documentos definitivos do seu negócio, e terá direito a benefícios como, auxílio doença, licença maternidade e aposentadoria.
Bons negócios!

Mais uma vez, o comércio eletrônico encerrou o ano com resultados otimistas e cumpriu as perspectivas apontadas pela e-bit. Em 2009, o comércio eletrônico brasileiro somou um faturamento de R$ 10,5 bilhões, sendo R$ 1,6 bi contabilizado apenas no período do Natal, uma das épocas mais movimentadas do ano no varejo.
De olho nesses dados, empresas investem cada vez mais em um mar de oportunidades proporcionado pelos recursos infindáveis da venda online. A internet é um mundo sem limites, isso virou jargão, mas é fato consumado. E, como todo negócio, seja físico ou disposto no ambiente virtual, se não for bem planejado e acompanhar as tendências para ganho de competitividade, pode morrer ou, naturalmente, ficar para trás. Ter uma loja virtual não é a mesma coisa que manter uma loja física. As mudanças no universo online são mais rápidas que as do “mundo real”.
Este artigo tem o propósito de ilustrar porque alguns dos pequenos varejistas virtuais quebram no início e o que fazer para mudar esse cenário, com ideias para fazer valer o investimento. O primeiro passo é o planejamento, enriquecido de pesquisas de mercado, análise de concorrência e planos de expansão alinhados com metas bem definidas, além de muito, muito trabalho e dedicação.
Fatores do fracasso no comércio eletrônico
Alguns dos fatores que contribuem para os problemas vivenciados no e-commerce são:
- Ideia de que o negócio virtual é mais barato, que surge da falta de um plano de marketing e da ausência de pesquisas fundamentadas com profissionais do mercado;
- Investimento em plataformas de tecnologia de baixa qualidade, principalmente pelo preço;
- Pouca análise de concorrência e falta de pesquisa sobre a viabilidade de venda pela web de determinada linha de produtos. As perguntas aqui são: Esse produto vai vender na web? Este produto já está saturado na web? Mesmo que a resposta seja não, o produto é próprio para venda na internet?
- Atendimento falho, que contribui para a insatisfação dos clientes. Dessa forma, eles não são fidelizados;
- Falta de conhecimento e profissionalismo para atuar com a internet.
Abaixo, listo os principais pontos para superar os desafios, mencionados nos itens anteriores.
Dicas para se manter e crescer no comércio eletrônico
Marketing Digital e Redes Sociais
O plano de marketing deve ser muito bem definido e grande parte do investimento feito nele deve ser voltada às mídias digitais e sociais, principalmente quando a marca ainda não é fortemente conhecida entre os consumidores. Aproveite o cliente quando ele está perto do momento de decisão de compra.
Os mecanismos de busca e sites comparadores de preços estão no topo do ranking. Em seguida, boas ações de e-mail marketing, personalizadas e segmentadas, contribuem para uma maior taxa de conversão em vendas no e-commerce. Porém, isso não é regra, há uma necessidade eminente de testar qual ou quais ferramentas de marketing digital são mais adequadas à realidade de cada e-commerce e, a partir daí, então aplicar o que traz mais ROI (Return On Investiment).
Nesse caso, também é preciso contar com a ajuda de profissionais da área para que todo investimento não seja em vão. Ele pode criar ações ainda mais inteligentes para conseguir o melhor retorno sobre o investimento. E, não se esqueça: na internet, tudo pode ser mensurado.
Tecnologia adequada
Em relação ao investimento em tecnologias de comércio eletrônico, mesmo no início, pense em ferramentas que, acima de tudo, sejam completas. Verifique se possuem todas as funcionalidades que o seu negócio demanda. Tenha como base modelos de e-commerce que atuam no mesmo mercado que o seu e já possuem sistemas adequados para o giro do negócio. A plataforma deve estar preparada para integrar-se com ferramentas de análise de resultados na web, como o Google Analytics, por exemplo.
Concorrência, atendimento e fidelização
Na análise de concorrência, veja como as lojas virtuais do mesmo segmento se comportam fora do país. Para isso, faça pesquisas em sites internacionais.
Para fidelizar o cliente, o atendimento é um dos fatores fundamentais. A partir dessa conquista, a probabilidade de viralização (boca a boca) aumenta consideravelmente. O ideal é igualar o atendimento de excelência baseado nos grandes lojistas virtuais. Se a estrutura de atendimento for pequena no início, gerencie a expectativa de seu cliente. Se você já possui um negócio no ambiente físico e quer abrir um comércio eletrônico do mesmo ramo, tem tudo da mão, principalmente a sabedoria de como ter e manter um empreendimento.
Antes de tomar qualquer decisão relacionada à abertura de uma empresa no e-commerce - ou mesmo tomar novas atitudes para alavancar as vendas se você já está presente na internet -, é essencial conversar com pessoas experientes do mercado.
O comércio eletrônico exige tecnologia, agilidade, inovação, parcerias diferenciadas e acompanhamento do perfil do público-alvo. A internet é rápida demais para atuar sozinho. O empreendedor do comércio eletrônico precisa de ajuda profissional para não errar no começo.

Segundo pesquisa da empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-bit, de 2008 para 2009, houve aumento de 30% no volume de vendas, alcançando uma receita bruta de R$ 10,6 bilhões. E o mesmo crescimento é esperado para este ano. O número de consumidores que fizeram compras na internet no ano passado também cresceu - um terço: são agora 17,6 milhões de pessoas.
Para 2010, a expectativa, igualmente otimista, é de que o número chegue a 23 milhõesOutra pesquisa, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) feita com 500 micro e pequenas empresas paulistas, mostrou que no estado cerca de 30% das MPEs compram ou vendem pela internet. Em comparação com as empresas grandes, o número ainda é muito baixo. Das 70% que não realizam negócios pela internet, 47% declararam que não precisam usar esse canal e 19% admitiram falta de estrutura e conhecimento para utilizar as ferramentas de comércio eletrônico. A superintendente de marketing da ACSP, Sandra Turchi, desconfia das declarações. “Muitos entrevistados dizem que não se interessam pela internet por total desconhecimento de como usar a ferramenta, mas não querem admitir na pesquisa”, diz ela.
O velho medo de ter os dados roubados em alguma transação - como número de cartão de crédito e endereço da residência, por exemplo - diminuiu muito; os problemas agora são outros. “O furto do número do cartão se dá de várias maneiras, pode ocorrer até num posto de gasolina desconhecido. Os maiores desafios da venda online hoje são o processo logístico e o atendimento correto ao cliente”, afirma Sérgio Herz, diretor financeiro e de novas tecnologias da Livraria Cultura.
De olho no crescimento do setor e na oportunidade que ele representa para os pequenos empreendimentos, Pequenas Empresas & Grandes Negócios conversou com especialistas para trazer aos leitores os dez pontos mais importantes para atentar ao entrar no varejo virtual.

As vendas por meio da internet apresentaram um crescimento de 30% no ano passado em relação a 2008, atingindo uma receita bruta de R$ 10,6 bilhões, segundo informou hoje a empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-bit. Para 2010, a expectativa é de repetição do aumento de 30% nas vendas.
O número de consumidores que fizeram compras na internet no ano passado passou para 17,6 milhões de pessoas, uma alta de 33% em relação a 2008. Em 2010 a estimativa é de que ele chegue a 23 milhões, o que representaria uma elevação de 35%. As categorias de produtos que puxaram o volume das vendas no ano passado foram livros, saúde, beleza e medicamentos, eletrodomésticos, informática e eletrônicos.
O tíquete médio em 2009 nas vendas pela internet foi de R$ 355, o que representou um aumento de 2% ante o valor de 2008. Segundo a e-bit, os preços na internet no ano passado sofreram uma pressão de queda em razão da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da linha branca (fogões, geladeiras, lavadoras e tanquinhos).
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